quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Escola gay tem agora lista de espera de professor
A primeira escola brasileira de cultura gay, com sede em Campinas, já tem lista de espera para voluntários que queiram participar do projeto. De acordo com o idealizador da Escola Jovem LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), Deco Ribeiro, até ontem (04/02), 74 profissionais das mais diversas áreas haviam procurado a coordenação com sugestões de cursos extracurriculares. “Temos advogados querendo falar sobre direitos humanos e até estilistas para comentar sobre moda ou árbitros de futebol para discutir regras do jogo”, afirma Ribeiro. “Nossa ideia é testar as ‘ofertas’ e ver quais despertarão mais o interesse dos alunos.”
A escola gay é um dos 300 projetos de cultura em todo o Brasil financiados por meio de um convênio entre Estado e União. Inicialmente, serão oferecidas 60 vagas em cursos de dança, web TV e fanzine. Os coordenadores ainda procuram uma sede, que deve estar localizada no Centro ou no Nova Europa. As aulas dos três cursos chamados “oficiais”, com início no dia 6 de março, serão sempre aos sábados. Durante a semana, os voluntários poderão ocupar boa parte da grade de atividades.
Hoje, estão confirmados os cursos de teatro e de canto e coral. As inscrições para voluntários devem ser feitas através do site www.e-jovem.com (página virtual onde cerca de 2 mil campineiros difundem o respeito à diversidade sexual). “O número de pessoas querendo trabalhar com a gente é muito maior do que o esperado e isso prova que estamos no caminho certo. Eu acredito que abrir uma escola gay é uma ousadia tão grande quanto a das pessoas que virão estudar aqui ou mesmo ensinar seus talentos”, diz Ribeiro.
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